sexta-feira, 5 de julho de 2013

Como é que são as férias de um missionário?

Tá aí uma pergunta difícil de responder! Até hoje eu tento descobrir. Mas como o propósito desse blog é trazer um esclarecimento do que é ser um missionário, vou ousar dar uma resposta. Talvez, para os mais desinformados a surpresa já comece pelo título. "Nem sabia que missionário entra de férias!" Pois é temos férias também.

Se você é um missionário que mora em uma cidade diferente da que nasceu, muitas vezes vai querer retornar à sua cidade natal no período de férias. Aí tem aquelas coisas que são super vantagens: comida e mimos da mamãe, rever os amigos, matar as saudades dos lugares preferidos na sua cidade. Isso vai depender do nível de cansaço e da maneira que cada um encontra para se renovar. Tem aqueles que às vezes vão ficar na casa da família só morgando mantendo pouquíssimo contato com o mundo exterior.

Estando na sua cidade rolam também aquelas oportunidades de falar em igrejas parceiras do seu ministério. Nessa hora o pensamento se divide. "Hum, eu estou de férias, mas é uma oportunidade ótima, não posso dizer não." Daí, dependendo do missionário, ele vai aceitar um convite sim. Não só um, mas dois, ou três e mais quantos outros vierem. Com isso, as nossas férias não são totalmente normais. Mas tem muitas coisas de gente normal também! Por exemplo, se tiramos férias logo depois de um projeto missionário, podemos aproveitar e conhecer mais o local aonde estivemos. Se viajamos muito, podemos juntar milhas e programar uma viagem nas férias. Deus também é muito bondoso e, por vezes, somos surpreendidos com os cuidados dele nesse tempo de descanso.

Acho que quanto mais tempo um missionário passa no ministério, mas ele vai aprendendo o que fazer nas férias. Eu só tenho cinco anos, ainda preciso aprender bastante. E confesso que a maior parte do que coloquei aqui (se não tudo!) é autobiográfico. Estou aceitando sugestões de como tirar boas férias. Nesse meio de ano ficamos por aqui em Fortaleza mesmo, não retornamos ao Rio como de costume.

É estranho estar em Fortaleza, acordar e não me preocupar com o monte de coisas que eu preciso fazer durante o dia. Não preciso me sentir culpada, são férias. Sabe o que quero fazer? Ah, tanta coisa! Escrever, passear, dormir, "faxinar", cozinhar, ficar na rede olhando o céu, conversar... que seja eterno enquanto durem esses quinze preciosos dias.


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Estação dos Ventos

Se alguém me perguntasse qual é a minha estação do ano preferida, minha resposta dependeria do lugar. Quando eu morava no Rio, eu sempre respondia: outono. No outono carioca, você pode sentir aquele friozinho de leve quando anda pelas ruas na sombra. E quando anda no sol, ele te aquece de um jeito agradável, sem incomodar. Claro, isso em um dia ideal de outono.

Mas agora que moro em Fortaleza, tudo é diferente! Quase não há variação entre as estações. O que temos aqui é a época das chuvas (ou "inverno", no primeiro semestre do ano) e a época da seca (nos outros meses). Mas há também entre agosto e o comecinho de dezembro a "estação dos ventos", essa a minha preferida. 

Nessa época, o vento não passa despercebido. Ele não tem pena de bagunçar os cabelos, vestidos e saias de quem caminha por aí. Ele gosta tanto de aparecer, que às vezes é até irritante. Mas, se o vento não fosse forte, todos reclamariam do calor. É um vento democrático, que perpassa todas as áreas da cidade, as praias, a Beira Mar (o calçadão daqui), e até os bairros mais distantes da periferia. Ele sopra em todos. 

Cheguei há quase quatro anos, era setembro de 2008. Trouxe comigo minha mala vinho (a maior que encontrei para comprar), uma conta de excesso de bagagem (já esperada) e muita expectativa para o que  eu iria viver aqui. Minha amiga Kristina me buscou no Aeroporto. Ela estava muito atarefada com um evento que acontecia pela primeira vez, a Calourada pela Paz. Me lembro de sair do Aeroporto com o sol brilhante, machucando meus olhos. Fomos para um restaurante (do qual eu me tornaria vizinha, depois de casar), e o vento já soprava bem forte. Um clima diferente de onde eu estava. Mas parecia que o céu de azul vivo, o vento, o sol, eram formas de Deus dizer, "Seja bem-vinda, minha filha, seja feliz nessa terra."

Quando essa estação recomeça a cada ano, ela me traz boas memórias. Não muito antigas, de uma missionária cheia de sonhos e medos, mas com uma coragem de viver o que Deus já estava preparando. Foi um vento bom que me trouxe ao Ceará.

domingo, 8 de maio de 2011

Meu apego

Missionário. O que você pensa quando ouve alguém dizer que é um missionário? Vou te dizer algo que comumente eu escuto: "Ah, isso não é para mim, sou muito apegado à minha família. Jamais conseguiria fazer isso que você faz." Eu também pensava que para ser missionário é importante ser desapegado. E continuo achando que existe uma certa razão nisso.
Eu sempre me achei assim "desapegada". Alguns anos atrás, quando eu pensava na possibilidade de trabalhar com missões, eu sempre pensava "hum, para mim, essa parte de estar longe da família não vai ser tão difícil". E assim, eu fui. Entrei para a Cruzada Estudantil, levantei sustento, me mudei para Fortaleza. Cheia de sonhos e expectativas. Na época Léo e eu não éramos nem noivos ainda.
O tempo passou, senti saudades e descobri que eu não sou tão desapegada como eu achava que era. Existe uma saudade, existe um apego. Meu coração está aqui no Ceará. Mas existe também um pedaço dele que não me deixa esquecer daquela casa que já foi de tantos jeitos e lugares. Daquelas pessoas que me conhecem tão bem.
Hoje é dia das mães. Não posso estar presente fisicamente para beijá-la, como eu gostaria. Mas a gente vai dando um jeito. Telefone, internet, a gente dá um jeito de se manter por perto. E nesse dia, mais uma vez eu percebo, admito e publico o meu apego.
Estar longe de pessoas queridas. Acho que essa é mesmo uma das coisas mais difíceis na vida missionária. Jesus sabia disso, talvez por isso ele tenha falado, já trazendo um consolo: "Ninguém que tenha deixado casa, mulher, irmãos, pai ou filhos por causa do Reino de Deus deixará de receber, na presente era, muitas vezes mais, e, na era futura, a vida eterna". (Lucas 18:29,30)
Tenho descoberto mesmo que eu não sou missionária porque eu sou mais desapegada a minha família do que outras pessoas. Mas se hoje sirvo dessa forma é simplesmente pela graça de Deus e não pela minha própria força. Existe mesmo um sacrifício, como Pedro quis lembrar para Jesus "Nós deixamos tudo o que tínhamos para seguir-te! "(Lucas 18:28). Mas existe da mesma forma o consolo de termos por perto uma grande família espiritual que ultrapassa limites genéticos, culturais e (quanto mais nesse nosso tempo) geográficos.


Termino esse texto, fazendo uma homenagem a minha querida mãe, minha amiga que está longe, mas também bem perto. Amo você, mãe.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Auto-estima missionária

O que vou revelar aqui pode não ser um consenso. Mas já faz um tempo que venho pensando sobre uma definição da auto-estima comum de um missionário. É difícil falar sobre esse assunto pois eu não serei imparcial, mas acredito que, para quem interessar, pode ser de grande ajuda entender melhor o que se passa na cabeça e no coração de um missionário. E essa é mesmo uma das propostas desse blog.

Quando você se define como um missionário fica diante das mais diferentes reações do "outro". Esse outro que pode ser, no meu caso, um colega de faculdade que não tem nenhuma familiaridade com o cristianismo, ou até uma super amiga da igreja. Vamos ver em um diálogo totalmente ficcional (mas possível), o que  aconteceria em encontros com esses personagens diferentes:

[Antes, o contexto: você que me acompanha nesse blog já deve saber que eu trabalho em tempo integral como missionária nas universidades de Fortaleza.]

O encontro, 1ª situação

Missionária: Oi, Colega! Quanto tempo....
Colega da faculdade: É mesmo, já faz mais de três anos que a nossa formatura aconteceu né?

Missionária: Pois é... passou tão rápido! E aí, você está trabalhando na área?

Colega da faculdade: Estou sim, não é fácil, mas tô aí batalhando né? E você o que tem feito?

Missionária: Estou morando em Fortaleza. Trabalho como missionária lá.

Colega da faculdade: Ah você faz parte de uma ong???

Missionária: Não, faço parte de uma missão que atua nas universidades.

Colega da faculdade: Ah... tem haver com projetos sociais, é?

Missionária: Na verdade, não. A gente vai às universidades para falar com os estudantes sobre o amor de Deus e tentamos encorajá-los a criar um movimento estudantil cristão no seu campus.

Colega da faculdade: Hannnnn... Puxa que bonito, né? [Sem  claramente ter entendido o porquê de eu fazer isso ao invés de trabalhar no mercado]


O encontro, 2ª situação

Missionária: Oi amiga! Tudo bem?
Super amiga da igreja: Oi! E aí, como vai os estudos???

Missionária: Ah... atualmente eu não tenho estudado algo específico.
Super amiga da igreja: Ué, mais você não vai lá na Universidade X?

Missionária: Eu vou sim, mas eu trabalho lá, como missionária.

Super amiga da igreja: Ah sim...mas você já se formou?

Missionária: Já, em 2007.

Super amiga da igreja: Legal, e hoje você trabalha na sua área de formação?

Missionária: Não, eu trabalho como missionária em tempo integral. Até uso algumas coisas que aprendi no meu curso, mas não trabalho diretamente com isso.

Super amiga da igreja: Entendi. A que bonito o que você faz!

[Duas semanas depois...]

Missionária: Oi!

Super amiga da igreja: Oi! E aí como foi sua semana?

Missionária: Foi muito boa, um pouco cansativa, mas tudo bem, e a sua?

Super amiga da igreja:  Foi boa também! Te vi em frente à Universidade.. que curso mesmo você faz lá?

[ A partir daí explico mais uma vez o que tanto faço nas universidades]


Missionário é um ser um tanto quanto incompreendido. Não quero me fazer de vítima não. Acho que se eu não fosse missionária e nem tivesse amizade com alguém que fosse, eu também não entenderia nada. Mas é incrível, como a gente tenta explicar o que fazemos e muitas pessoas não conseguem entender. É mesmo algo que foge das "profissões comuns", acho que por isso, é mais difícil  de ser entendido. Agora pense, se você é um missionário urbano, em seu próprio país ou até na sua própria cidade. É mais difícil ainda fazer as pessoas entenderem que o que fazemos também tem haver com missões (mesmo sem estar em uma outra cultura ou país).

Assim, já começamos a descortinar a auto-estima missionária. Um ser incompreendido. Que isso não soe com um tom pessimista. É apenas uma característica, que nos acompanha quando dizemos ao sermos interrogados: "O que você faz?" ou "Qual é a sua profissão?", e ao respondermos em seguida "Eu? Eu sou missionária!"

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Monografia

Hoje, uma das estudantes líderes do movimento aqui de Fortaleza apresentou sua monografia. Juliana -ou simplesmente Jú- estava lá, pela manhã, andando de um lado para o outro enquanto esperava pela chegada da sua orientadora.  Os passos rápidos pelo corredor, eram uma tentativa de aliviar o nervosismo, tão comum em uma hora dessas.

Fiquei feliz ao ver Jú apresentando seu trabalho. Eu estava lá apenas como ouvinte, para prestigiá-la. Ela me fez lembrar a minha época de estudante, há uns três anos atrás, quando eu passei pela mesma experiência. A Jú se graduou em Comunicação Social, com habilitação em Publicidade. Eu fiz o mesmo curso, mas com  habilitação em Jornalismo.

Ela escolheu um tema interessante e ao mesmo tempo desafiador: uma análise do uso de adesivos nos carros. Mais especificamente dos adesivos que as pessoas usam para professar a sua fé. Ela abordou principalmente as frases relacionadas ao cristianismo. É um desafio alguém que já é cristão apresentar um trabalho com um conteúdo que está relacionado à sua fé, da forma como a academia exige, sem se enrolar. E Jú fez isso muito bem! (Acho que quando ela ler isto, vai ficar envergonhada, mas tem um propósito o meu texto, Jú!)

Após ouvir as considerações da banca examinadora, Jú deixou a faculdade ainda um pouco tensa, parece que a ficha não tinha caído. Mas ela conseguiu sim. Se formou, foi elogiada pela professora e teve uma nota excelente. Depois de tanta luta chegou o grande dia. E eu me lembro bem de como é boa a sensação que vem depois de passar por todas as etapas.

Esse tempo me fez pensar sobre um dos nossos desejos no ministério: enviar estudantes para servir a Deus. Isso pode acontecer tanto no campo missionário, como no mercado de trabalho. Hoje eu fiquei emocionada e grata a Deus porque eu sei que a Jú é uma dessas pessoas que está sendo enviada e que deixará marcas eternas por onde passar. Ela não é a única, eu creio que Deus tem levantado muitos estudantes que estão se formando para serví-lo com suas profissões.

Errata sobre Ana honesta e reativação do outro blog

Olá pessoal,

para você que está me acompanhando aí em algum lugar, sinto que devo uma explicação.
Quando publiquei a história de Ana, a honesta, pensei ter deixado claro que se tratava de uma crônica, logo uma ficção e não uma história real. Mas, duas pessoas já falaram comigo querendo saber mais sobre como eu tinha conhecido a Ana. Aí percebi que o que estava bem claro para mim, não estava para outros. Talvez mais leitores vieram a ter a mesma impressão, não sei.

A idéia desse blog é divulgar as minhas histórias missionárias e também algumas reflexões. Uma paixão que tenho nessa vida é escrever e para não ficar muito enferrujada, eu decidi entrar na onda dos blogs. Antes desse blog aqui eu já participei de outros dois. O primeiro foi em parceria com outros três amigos - "Comunhão em quatro cores". Depois, veio a vontade de fazer um blog sozinha, daí criei o "Recontadas". Mas essas duas primeiras tentativas não deram tão certo, porque com o tempo eu acabei desanimando e não escrevendo mais.

Ano passado, quando eu estava perto de ir para Feira de Santana, veio uma nova idéia. Se eu estava com dificuldade de escrever sobre assuntos mais livres (como era a proposta dos outros blogs), por que não escrever cobre a minha vida de missionária? Com inspiração ou não, sempre teria histórias para contar. Foi muito legal começar esse blog aqui. Eu juntei duas paixões: missões e escrita. Eu tenho nesse espaço a chance de fazer um texto mais literário (é o que eu tento, pelo menos) para registrar fatos do cotidiano missionário.

Eu me empolguei tanto com o blog, que resolvi abrí-lo para outras propostas. Porque não colocar aqui alguns textos vindos da minha "caixola"? Foi assim que resolvi escrever e publicar a crônica "Ana, a honesta". Ana é uma personagem fictícia. Ela surgiu de um dia em que eu estava um pouco frustrada por não encontrar pessoas como ela. Então fiz o que chamei de "crônica desabafo". Ou seja, já que não tenho encontrado pessoas honestas sobre sua espiritualidade, vou criar uma, do jeito como eu gostaria de encontrar.

Desculpem se, sem essa intenção, enganei alguém. Mas para evitar outros equívocos, vou reativar meu outro blog, "Recontadas", que será um espaço, apenas para ficção. Para eu colocar a minha imaginação para fora. E sempre que vocês quiserem podem ler os meus textos lá também. Aqui vai o link desse outro blog: http://www.recontadas.blogspot.com/

Um último esclarecimento: embora Ana não exista, ela foi inspirada em algumas pessoas que eu já encontrei e que me mostraram essa honestidade. E esse gênero "crônica" trata-se de um tipo de texto que deixa a gente mesmo com essa dúvida: "é real?" Pois quando se escreve uma crônica, utiliza-se elementos do cotidiano, e que poderiam perfeitamente ser "reais", para se contar uma história.

É isso pessoal! Mas o "Mochila nas costas" continua. Estou meio parada em escrever para cá, mas não desisti e espero ainda compartilhar muitas histórias reais do que Deus tem feito na minha caminhada aqui em Fortaleza e para onde mais Ele me mandar.

Abraços!

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Próxima parada: Piracicaba!

Pense em jovens seguindo Jesus na universidade. Pessoas sendo alcançadas. Líderes tementes a Deus e dispostos a cumprir o seu propósito nessa geração. Parece difícil? Mas todo desafio precisa de um ponto de partida. Uma pequena fagulha que incedeie ao redor. O Projeto Piracicaba 2011 pode ser esse começo.

Há 8 anos o Movimento Estudantil Alfa e Ômega tem realizado projetos missionários de verão. São projetos de curta duração (um mês) que visam impactar universidades no Brasil e até fora. Você que nos acompanha há mais tempo sabe como nossa vida foi marcada por projetos como esses.

E para você que nos conhece mais recentemente, podemos dizer que a nossa participação nos projetos missionários foi decisiva para ingressarmos no ministério.
                       
Em um passado não tão distante, como estudantes, desde 2005 (Carol) e 2006 (Léo), participamos de projetos em: Brasília, Curitiba, Moçambique e Recife. Por meio dessas viagens Deus mudou a história de muita gente (inclusive a nossa).

Foi assim com Nélio, estudante universitário em Mocambique. Em uma tarde, ele ouviu sobre o amor de Deus, durante um projeto missionário. Ele foi alcançado.
                        
Agora, como missionários, experimentamos os projetos de verão com uma nova perspectiva. Sabemos que Deus pode nos usar para a edificação dos estudantes, que como nós no passado, estão investindo suas férias em missões.
                        
Vamos à Piracicaba para servir esse pessoal que tem apresentado um coração tão comprometido ao ponto de sair de sua zona de conforto. Faremos parte da equipe do projeto, como meros instrumentos do que Deus quer realizar na vida deles.
                        
Queremos ver Cristo conhecido nessa cidade, pessoas se rendendo a Ele. Além disso, cremos que nesse tempo os estudantes cristãos da própria cidade serão também motivados a viver um movimento espiritual lá. E desejamos também que esses nossos queridos voluntários, vindos de diversas cidades do Brasil tenham suas vidas tremendamente impactadas, como um dia ocorreu conosco.
                        


Como fazer parte do nosso envio para lá? É só escrever para: leonardo@alfaeomega.org.br ou carolina@alfaeomega.org.br
Esse foi o texto original da carta de oração que Léo e eu escrevemos em outubro. Para receber uma, mande um e-mail para nós!